terça-feira, 21 de abril de 2009

♪ Glass - Gavin DeGraw .


Insônia de novo. Sempre achei que minhas noites mal dormidas não tinham fundamentos, mas comecei a reparar que quase todas elas têm, e eu cavo a maioria deles. Hoje por exemplo, a insônia é por medo. Não gosto de falar sobre isso, mas esse assunto sempre me rende um longo post no blog. Não importa quantos anos você viva, a vida sempre vai achar um novo modo de te surpreender e te desestabilizar. Às vezes você encontra a pessoa certa pra você, mas tudo conspira contra. Isso é péssimo. Meu amor ficou doente de novo essa semana. Isso tem me assustado muito. E eu ainda não consegui me recuperar da ultima. E ele vai precisar de seis meses pra se recuperar por inteiro. Não é que ele não seja forte. Mas é que cada dia que passa sinto como se ele estivesse cada vez mais fraco por minha causa. Sempre o exponho a algo que não acaba bem pra ele. É como se eu, com toda a minha fome de viver, curtir, e sair sem se importar com nada, estivesse sugando um cadinho dele por vez. É que eu acredito que cada pessoa tem sua forma de viver a vida. E ninguém tem que ser uma metamorfose ambulante como eu. É o meu ritmo. E ele é pra ser calmo, tudo nele é calmo. É o ritmo dele.  Eu entendo, mas to tão cansada de sempre ter ele por um fio. Cansada dele sempre querer me proteger, quando quem precisa de proteção é ele. Mesmo que ele me chame de louca e diga que não é minha culpa, não dá pra ignorar o fato de que a vida dele sempre foi muito melhor sem mim. No mínimo mais saudável. Não consigo imaginar uma só coisa boa que tenha acontecido pra ele desde que ficamos juntos. Mas ele foi a melhor coisa que me aconteceu. Ele mudou minha forma de ver a vida. Meus sonhos se tornaram mais fortes com ele.  E hoje, já posso imaginar um futuro diferente pra mim, e não só me deixar levar pra ver no que dá. Ganhei um namorado, um amigo e um porto seguro de uma vez só. O X da questão é o egoísmo. Sei que sou má influência pra ele (e não adianta todo mundo dizer que não) mas não consigo deixá-lo. O problema é que de alguma forma, mesmo com todas as diferenças absurdas, ele se tornou o tipo de pessoa de quem eu dependo pra continuar.  Virou aquela razão pra que eu abra meus olhos todos os dias. O primeiro que penso ao acordar (não só pelo fato de que ele costuma me acordar rs) e o ultimo que penso antes de dormir, não importando em que ou quem eu pensei durante o dia. É sempre ele que começa e encerra meu dia. É que eu não consigo mais me imaginar sem ele. Sem a cara de espanto que ele faz toda vez que eu falo, ou faço, alguma besteira que ele não esperava, e que com um sorriso malicioso ele diz que é perigoso. Sem o sorriso lindo que ele dá depois que me beija, que me faz sorrir também e querer beijar ele de novo. Sem aqueles beijos que tiram meu fôlego. Sem o jeito como ele me olha nos olhos por um tempo e depois só sorri, plantando milhares de idéias na minha cabeça, e eu pagaria uma fortuna pelos pensamentos dele nessas horas. Ou sem ele tentando se fazer de “difícil” pra mim. Meu Deus, como eu fiquei tanto tempo sem isso? Ou Sem as crises de insignificância que ele tem às vezes. Chega a ser engraçado quando ele pensa isso. E até mesmo ridículo. Como se houvesse algum lugar no mundo onde o cara de quem eu mais dependo pudesse ser insignificante. É puro egoísmo. E por mais que eu me esforce, eu jamais vou ser alguém que mereça ser amada como ele diz que me ama. Mas eu tenho consciência disso. Não nego meu egoísmo, e nem a minha necessidade dele, mesmo parecendo uma idiota. Não nego que sou muito menos do que ele merece. É que o sol simplesmente não nasce pra mim se eu não o tenho. Eu só queria ser forte o suficiente pra deixar que ele encontre alguém que realmente mereça ele. Alguém que faça valer aquele sorriso e alguém que realmente retribua tudo de bom que ele oferece. E não alguém como eu. Imprópria, egoísta, injusta. Mas o azar é dele. Não to pronta pra deixar ele agora. Ele vai ter que se contentar com o pouco que eu ofereço: uma eterna tentativa de ser boa o suficiente pra ele. To deixando meu egoísmo vencer. Não há escolhas pra ele. Sou eu, ou eu. E assim eu sigo, esperando que eu dia eu tenha coragem de fazer a coisa certa.

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