‘ Para e por todos os meus amigos. ’
E tem dias que a saudade da infância bate forte. Saudades não só da vida sem responsabilidades, mas dos amigos. Saudades daquela época onde suas amizades foram as mais verdadeiras, as mais sinceras. Sem dor. Sem pudor. Espontâneas. Do tempo em que se vivia sem pensar no amanhã, sem medo de ser feliz. Sem medo querer fazer alguém feliz. Saudades de uma época de corações abertos, de fraternidade sincera. Época de irmandade, lealdade, cumplicidade, companheirismo. Época em que pensávamos que nossos problemas eram os maiores do mundo sem ter nem idéia de tudo que viria pela frente. Época que um dia durava uma semana. E que as brigas dez minutos e passava. Mas ainda assim uma época de eternidades. Eu diria até época de eternizar. Época de pactos sem palavras, e de compromissos sem correntes. Época da sinceridade mútua. Época de sentimentos mútuos. Época em que dávamos mais valor a tudo. Tempo de descoberta, de nascimento. Tempo de formação, de aprendizado. Tempo de chorar até secar e de rir até a barriga doer. Tempo que passou. E o que fica é só a lembrança do antes. Antes do tempo, antes da responsabilidade, antes do futuro, antes do amor, antes da hipocrisia, antes da saudade. 


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