segunda-feira, 27 de abril de 2009

♪ Halo - Bethany Joy Lenz .

Eu nunca te prometi um raio de luz. 

Eu nunca prometi que haveria brilho do sol todos os dias.

Eu te dei tudo o que eu tinha, de bom e de ruim.

Porque você me coloca num pedestal?

Eu estou tão alta, que eu não consigo ver o chão.

Então me ajude a sair daqui, você se enganou, eu não pertenço a este lugar.

Uma coisa é clara, eu uso uma auréola quando você olha pra mim.

Mas olhando daqui, você não diria a mesma coisa. 

Você não diria o mesmo se você fosse eu. 

e eu, eu só quero te amar.

Eu sempre disse que cometeria erros.

Sou só humana, e essa é a minha graça salvadora.

Eu sempre caio por mais que eu tente, então não seja cego.

Me veja como eu realmente sou.

Eu tenho falhas, E às vezes eu até mesmo peco.

Então, me tire desse pedestal, eu não pertenço a ele.

Eu só quero te amar...

 

(Halo - Bethany Joy Lenz)

domingo, 26 de abril de 2009

♪ Amor e Sexo - Rita Lee .

“Nem sempre o sexo acaba com a solidão.

Vejo casais em profundo estado de solidão. 

Não trocam palavras, nem olhares.

Fizeram sexo demais, mas amaram de menos. 

Faltou o amor que não carece de sexo o tempo todo, porque sobrevive de outras formas de carinho.”

terça-feira, 21 de abril de 2009

♪ Glass - Gavin DeGraw .


Insônia de novo. Sempre achei que minhas noites mal dormidas não tinham fundamentos, mas comecei a reparar que quase todas elas têm, e eu cavo a maioria deles. Hoje por exemplo, a insônia é por medo. Não gosto de falar sobre isso, mas esse assunto sempre me rende um longo post no blog. Não importa quantos anos você viva, a vida sempre vai achar um novo modo de te surpreender e te desestabilizar. Às vezes você encontra a pessoa certa pra você, mas tudo conspira contra. Isso é péssimo. Meu amor ficou doente de novo essa semana. Isso tem me assustado muito. E eu ainda não consegui me recuperar da ultima. E ele vai precisar de seis meses pra se recuperar por inteiro. Não é que ele não seja forte. Mas é que cada dia que passa sinto como se ele estivesse cada vez mais fraco por minha causa. Sempre o exponho a algo que não acaba bem pra ele. É como se eu, com toda a minha fome de viver, curtir, e sair sem se importar com nada, estivesse sugando um cadinho dele por vez. É que eu acredito que cada pessoa tem sua forma de viver a vida. E ninguém tem que ser uma metamorfose ambulante como eu. É o meu ritmo. E ele é pra ser calmo, tudo nele é calmo. É o ritmo dele.  Eu entendo, mas to tão cansada de sempre ter ele por um fio. Cansada dele sempre querer me proteger, quando quem precisa de proteção é ele. Mesmo que ele me chame de louca e diga que não é minha culpa, não dá pra ignorar o fato de que a vida dele sempre foi muito melhor sem mim. No mínimo mais saudável. Não consigo imaginar uma só coisa boa que tenha acontecido pra ele desde que ficamos juntos. Mas ele foi a melhor coisa que me aconteceu. Ele mudou minha forma de ver a vida. Meus sonhos se tornaram mais fortes com ele.  E hoje, já posso imaginar um futuro diferente pra mim, e não só me deixar levar pra ver no que dá. Ganhei um namorado, um amigo e um porto seguro de uma vez só. O X da questão é o egoísmo. Sei que sou má influência pra ele (e não adianta todo mundo dizer que não) mas não consigo deixá-lo. O problema é que de alguma forma, mesmo com todas as diferenças absurdas, ele se tornou o tipo de pessoa de quem eu dependo pra continuar.  Virou aquela razão pra que eu abra meus olhos todos os dias. O primeiro que penso ao acordar (não só pelo fato de que ele costuma me acordar rs) e o ultimo que penso antes de dormir, não importando em que ou quem eu pensei durante o dia. É sempre ele que começa e encerra meu dia. É que eu não consigo mais me imaginar sem ele. Sem a cara de espanto que ele faz toda vez que eu falo, ou faço, alguma besteira que ele não esperava, e que com um sorriso malicioso ele diz que é perigoso. Sem o sorriso lindo que ele dá depois que me beija, que me faz sorrir também e querer beijar ele de novo. Sem aqueles beijos que tiram meu fôlego. Sem o jeito como ele me olha nos olhos por um tempo e depois só sorri, plantando milhares de idéias na minha cabeça, e eu pagaria uma fortuna pelos pensamentos dele nessas horas. Ou sem ele tentando se fazer de “difícil” pra mim. Meu Deus, como eu fiquei tanto tempo sem isso? Ou Sem as crises de insignificância que ele tem às vezes. Chega a ser engraçado quando ele pensa isso. E até mesmo ridículo. Como se houvesse algum lugar no mundo onde o cara de quem eu mais dependo pudesse ser insignificante. É puro egoísmo. E por mais que eu me esforce, eu jamais vou ser alguém que mereça ser amada como ele diz que me ama. Mas eu tenho consciência disso. Não nego meu egoísmo, e nem a minha necessidade dele, mesmo parecendo uma idiota. Não nego que sou muito menos do que ele merece. É que o sol simplesmente não nasce pra mim se eu não o tenho. Eu só queria ser forte o suficiente pra deixar que ele encontre alguém que realmente mereça ele. Alguém que faça valer aquele sorriso e alguém que realmente retribua tudo de bom que ele oferece. E não alguém como eu. Imprópria, egoísta, injusta. Mas o azar é dele. Não to pronta pra deixar ele agora. Ele vai ter que se contentar com o pouco que eu ofereço: uma eterna tentativa de ser boa o suficiente pra ele. To deixando meu egoísmo vencer. Não há escolhas pra ele. Sou eu, ou eu. E assim eu sigo, esperando que eu dia eu tenha coragem de fazer a coisa certa.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

♪ Perfect Memory - Remy Zero .

‘ Para e por todos os meus amigos. ’

E tem dias que a saudade da infância bate forte. Saudades não só da vida sem responsabilidades, mas dos amigos. Saudades daquela época onde suas amizades foram as mais verdadeiras, as mais sinceras. Sem dor. Sem pudor. Espontâneas. Do tempo em que se vivia sem pensar no amanhã, sem medo de ser feliz. Sem medo querer fazer alguém feliz. Saudades de uma época de corações abertos, de fraternidade sincera. Época de irmandade, lealdade, cumplicidade, companheirismo. Época em que pensávamos que nossos problemas eram os maiores do mundo sem ter nem idéia de tudo que viria pela frente. Época que um dia durava uma semana. E que as brigas dez minutos e passava. Mas ainda assim uma época de eternidades. Eu diria até época de eternizar. Época de pactos sem palavras, e de compromissos sem correntes. Época da sinceridade mútua. Época de sentimentos mútuos. Época em que dávamos mais valor a tudo. Tempo de descoberta, de nascimento. Tempo de formação, de aprendizado. Tempo de chorar até secar e de rir até a barriga doer. Tempo que passou. E o que fica é só a lembrança do antes. Antes do tempo, antes da responsabilidade, antes do futuro, antes do amor, antes da hipocrisia, antes da saudade.