quinta-feira, 11 de junho de 2009

♪ Tempos Modernos - Lulu Santos .








' Vamos viver tudo que há pra viver... vamos nos permitir. ♪









;)

♪ No, It Isn't - + 44 .

Será que algum dia essa minha imagem de patricinha consumista vai sumir? Será que alguém um dia vai perceber que essa não sou eu? Que eu não preciso de nada disso? Será que alguém um dia vai me entender e me julgar pelas minhas idéias e não pelos meus gostos ou guarda-roupa? Eu já fui assim. Passei a minha adolescência inteira mais preocupada com vestidos e sapatos perfeitos do que com as pessoas. Mas eu mudei. Não quero mais ser a garota sem cérebro com um sapato novo e um cartão de crédito. Eu não sou mais. Luto tanto tempo por essa suposta independência que nem sei se um dia ela vai realmente fazer a diferença. E se fizer, será que alguém vai notar e mudar a forma de me olhar? Gosto de comprar minhas coisas, não nego. Ás vezes caras, mas minhas. Bancadas por mim. Ok, às vezes pelo meu pai. Mas eu adoro trabalhar e ter minha própria grana (do contrario não haveria razões pra me enterrar cada vez mais em papeis naquele escritório lotado de gente que nem me conhece, trabalhando pra um cara que nunca vai saber meu nome, que não dá a mínima pro meu trabalho, e que considera todo mundo substituível). Mas eu vou seguir em frente com essa minha independência relativa e vou continuar jurando pro mundo que a minha futilidade é só uma arma, da qual eu não quero e nem preciso mais fazer uso.

terça-feira, 9 de junho de 2009

♪ If You're Missing - Bethany Joy Lenz .

Tô precisando ser diferente, cada vez mais descubro que ser eu não tem nada a ver comigo. O mundo me prefere com dois braços e duas pernas, mas não sei mais ser humana. Sorrir cansa. Chorar cansa. Mas o que mais cansa é procurar desesperadamanete um intermediário e esquecer que o mundo é mais que aparências. Eu sou volúvel. Grande surpresa. Mas ser volúvel também cansa. Porque ninguém leva a sério alguém que passa a semana chorando pra ficar bem na semana seguinte. Como se fosse preciso ser feliz pra sempre ou triste pra sempre pra ser alguma coisa de verdade. Não quero mais a realidade comum. Isso é o que mais cansa, pra ser bem sincera. Tenho até arrepios de pensar num futuro escrito e óbvio nas prateleiras de gente sem sal. Só de saber o que vai ser de mim, já quero ser outra coisa. Uma coisa nova e diferente, pra quebrar o que é certo. Eu ando tão cansada de seguir as regras. Ando tentando mudar as regras. Eu sei que o que acomoda não é fácil de mudar, mas alguém um dia tem que dizer chega, né? Pras coisas mudarem, o mundo girar. Tanta engrenagem e tão pouco suor. Só sei que ando dedicando meus dias pra gente que nem sabe que eu existo. Vou fazer minha faculdade, conseguir meu diploma. Vou fazer o que for preciso pra nunca mais precisar fazer nada. E passar o resto da minha vida fingindo que acredito na minha liberdade.