sexta-feira, 29 de maio de 2009

♪ The Pretender - Foo Fighters .

Eu sou chata, amo chocolate, choro a toa. Sou egoísta, idealista, sarcástica. Escondo segredos. Magôo as pessoas que eu amo. Morro de culpa depois. Não admito a culpa nem sob tortura. Invento dramas. Tenho um espírito manipulador. Odeio perdoar, mas sempre acabo perdoando. Não consigo odiar ninguém, o que eu acho q vem da minha dificuldade de manter sentimentos. Ah, e tem isso, não sei manter sentimentos. Manipulo e sou facilmente manipulável. Eu como demais e depois coloco tudo pra fora (e não acredito que seja bulimia, não mesmo), acredito que isso seja fruto da minha mente fraca que sempre acaba sucumbindo aos padrões de uma sociedade que só visa o exterior e menospreza o interior. Só acredito no que eu quero acreditar, sendo mentira ou verdade. Falo sozinha. Sou grossa. Irritada e estressada ao extremo. Sentimental estúpida. Eu parto corações. Dou conselhos que nem eu mesma sigo. Minto tão bem que ás vezes até acabo convencendo a mim mesma. E minto descaradamente se for preciso, o problema é que eu quase nunca entendo quando é realmente preciso ou quando é só um capricho meu. Consigo tudo que realmente quero, e nem sempre importa como. Acredito na tese de que ‘os fins justificam os meios’. Não presto. Mas nunca enganei ninguém em relação a isso. Sou o que sou e não escondo isso de ninguém. Sempre aviso que não presto, e que se envolver comigo não é boa coisa, as pessoas ficam pq querem. O que mostro é o que realmente sou. Sou uma só. Dentre as minhas tantas ‘qualidades’, FALSA não é uma delas. Não sou falsa, sou... diplomática. Falsidade é intenso demais pra mim. Quando se é um pra vc mesmo e um pros outros você acaba se perdendo, perdendo o controle de si.

Odeio falso moralismo. Odeio quem faz pose de bonzinho, escondendo quem realmente é. Odeio quem vai pra igreja todo dia, parecendo santo, mas que por dentro tem consciência de tudo que faz de errado e nem por isso para.  Odeio ‘pessoas modelos’, essas são as piores. É com elas que você mais se decepciona. Abra seus olhos! Fique em alerta pra perceber quem realmente são os mocinhos e os vilões.

terça-feira, 26 de maio de 2009

♪ Magic - Colbie Caillat .

Às vezes você é tão bobo, e me faz sentir tão boba, que eu tenho pena de como o mundo era bobo antes da gente se conhecer. E quando já não sei mais o que sentir por você, eu respiro fundo perto da sua nuca, e começo a querer coisas que eu nem sabia que existiam. Não tenha medo desse texto. Não tenha medo da quantidade absurda de carinho que eu quero te fazer. Nem de eu ser assim e falar tudo na lata. Nem de eu não fazer charme quando simplesmente não tem como fazer. Nem de eu te beijar como se a gente tivesse acabado de descobrir o beijo. Nem de eu ter ido dormir com dor na alma o fim de semana inteiro por não saber o quanto posso te tocar. Não tenha medo de eu ser assim tão agora. Nem desse meu agora ser do tamanho do mundo. Eu posso sentir isso de novo. Que bom. Achei que eu ia ser esperta pra sempre, mas pra minha grande alegria estou me sentindo uma idiota.

 

 Magic - Colbie Caillat .

“ Você tem mágica na ponta dos dedos

Isso está transpirando por toda a minha pele

Toda vez que eu me aproximo de você

Você me torna frágil

Com a maneira em que olha dentro desses olhos

 

Tudo o que eu vejo é o seu rosto

Tudo o que eu preciso é o seu toque

Acorde-me com os seus lábios

Chegue ate mim de um nível superior

Oh baby, eu preciso de você

 

Eu lembro do jeito que você se mexia

Você está dançando facilmente nos meu sonhos

Esta me atingindo mais forte e mais forte com todos os seus sorrisos

Você é loucamente dócil no jeito de beijar

 

Oh baby, eu preciso de você

Para me olhar, do jeito que eu te olho

Adorável, extraordinariamente acordado no

Meio dos meus sonhos .”

 


sábado, 23 de maio de 2009

♪ Love Fool - The Cardigans .

Oi, Lembra da tal sindrome de vaga lume? pois então, achei um texto perfeito pra mim e pra quem mais sofre dela. 

Amores impossíveis

 

Desculpem o trocadilho infame, mas a vida é feita de altos e baixos. Altos, fortes, morenos, sensuais, possíveis e aquele baixinho, meio esquisito, que não sai da sua cabeça.

Impressionante como a gente sofre por nada. Um cheiro que mexe com você, um jeito de olhar contido, uma idéia inteligente, várias na verdade. Não, não é nada disso, a gente sofre é pela impossibilidade.

Desde que o mundo é mundo não há nada mais afrodisíaco do que a proibição.

E se a Julieta tivesse visto o Romeu acordar com mau hálito? E se o Romeu descobrisse o chulé da Julieta? Convivência é foda.

Pois é, aquele baixinho esquisito não pertence ao grupo dos amores possíveis, a graça dele pode durar uma eternidade, dependendo do seu grau de estupidez criativa.

Ele não quer nada com você, já tem alguém, pertence a um caminho que passa longe do seu, sabe cumé? Pertence ao campo dos idealizados, sonhados e distantes, o que faz dele enorme, lá no pedestal.

E nada melhor do que as lacunas da improbabilidade para esquentar uma paixão. Nessas lacunas você tem espaço para criar a história como quiser, ganha poder, inventa. Ele é seu, seu personagem.

Nesses espaços livres você coloca todos os seus sonhos, toda a sua imaginação. Cenas completas com fundo musical e palavras certas, finais e desfechos inesperados.

Quando você menos espera, ele faz mais parte da sua vida do que você mesma.

Mas a realidade aparece mais cedo mais tarde, vem como uma angústia. Parece vontade de fazer xixi, mas é tesão reprimido. Tesão reprimido deve dar câncer. Era só um cara interessante, agora pode te matar.

Pronto, você está apaixonada. E a paixão tem suas etapas.

Primeiro a negação: eu apaixonada? Imagina. Ele é impossível, nunca vai me dar bola, muito menos duas com o que eu quero no meio.

Depois a maximização: ele é mais inteligente, mais bonito, mais engraçado. E todos os mais possíveis para que ele seja mais desafio para você, mais inveja para as suas amigas, se você aparecer com ele na festa, mais fadinhas dançantes para fazer cosquinha no seu ego problemático.

Daí é a vez da "superlativização": em vez de ser mais, ele é "o mais", o mais fodido, o mais inteligente e o mais gostoso.

E você está a um passo do endeusamento: "ele é único", aí fodeu.

Se ele é único, ele é a sua única chance de ser feliz. E, se ele não quer nada com você, você acaba de perder a sua única chance de ser feliz. Bem-vinda à depressão.

Como você é ridícula, amor platônico é para adolescentes.

Lá fora há milhares de possibilidades de felicidade, de felicidades possíveis. De realidade. E você eternamente trancada na porta que o mundo fechou na sua cara. Fazendo questão de questionar e atentar o inexistente.

Vá viver um grande amor.

Olha, faça um favor para mim, antes de tremer as pernas pelo inconquistável e apagar as luzes do mundo por um único brilho falso, olhe dentro de você e pergunte: estupidez, masoquismo ou medo de viver de verdade?

terça-feira, 19 de maio de 2009

♪ We Belong Together - Gavin DeGraw .

‘Combinamos que não era amor. Escapou ali um abraço no meio do escuro. Mas aquilo ali foi sono, não sei o que foi aquilo. Foi a inércia do amor que está no ar mas não necessariamente dentro de nós.A gente foi ao cinema, coisa que namorados fazem. Mas amigos fazem também, não? Somos amigos. Escapou ali um beijo na orelha e uma mão que quis esquentar a outra. Mas a gente correu pra fazer piadinha sexual disso, como sempre.Aí teve aquela cena também. De quando eu fui te dar tchau só com a manta branca e o cabelo todo bagunçado. E você olhou do elevador e me perguntou: não to esquecendo nada? E eu quis gritar: tá, tá esquecendo de mim. E você depois perguntou: não tem nada meu aí? E eu quis gritar: tem, tem eu. Eu sempre fui sua. Eu já era sua antes mesmo de saber que você um dia não ia me querer.Mas a gente combinou que não era amor. Você abriu minha água com gás predileta e meu sabonete de manteiga de cacau. E fuçou todas as minhas gavetas enquanto eu tomava banho. E cheirou meu travesseiro pra saber se ainda tinha seu cheiro. Ou pra tentar lembrar meu cheiro e ver se ele ainda te deixa sem vontade de ir embora. Mas ainda assim, não somos íntimos. Nada disso. Só estamos aqui, reunidos nesse momento, porque temos duas coisas muito simples em comum: nada melhor pra fazer. Só isso. É o que está no contrato. E eu assino embaixo. Melhor assim. Muito melhor assim. Tô super bem com tudo isso. Nossa, nunca estive melhor. Mas não faz isso. Não me olha assim e diz que vai refazer o contrato. Não faz o mundo inteiro brilhar mais porque você é bobo. Não faz o mundo inteiro ficar pequeno só porque o seu chapéu é muito legal. Não deixa eu assim, deslizando pelas paredes do chuveiro de tanto rir porque seu cabelo fica ridículo molhado. Não faz a piada do vampiro só porque você achou que eu estava em dias estranhos. Não transforma assim o mundo em um lugar mais fácil e melhor de se viver. Não faz eu ser assim tão absurdamente feliz só porque eu tenho certeza absoluta que nenhum segundo ao seu lado é por acaso.Combinamos que não era amor e realmente não é. Mas esse algo que é, é realmente muito libertador. Porque quando você está aqui, ou até mesmo na sua ausência, o resto todo vira uma grande comédia. E aquele cara mais novo, e aquele outro mais velho, e aquele outro que escreve, e aquele outro que faz filme, e aquele outro divertido, e aquele outro da festa, e aquele outro amigo daquele outro. E todos aqueles outros viram formiguinhas de nariz vermelho. E eu tenho vontade de ligar pra todos eles e falar: putz, cara, e você acha mesmo que eu gostei de você?Coitado.Adoro como o mundo fica coitado, fica quase, fica de mentira, quando não é você. Porque esses coitados todos só serviram pra me lembrar o quão sagrado é não querer tomar banho depois. O quão sagrado é ser absurdamente feliz mesmo sabendo a dor que vem depois. O quão sagrado é ver pureza em tudo o que você faz, ainda que você faça tudo sendo um grande safado. O quão sagrado é abrir mão de evoluir só porque andar pra trás é poder cruzar com você de novo.Não é amor não. É mais que isso, é mais que amor. Porque pra te amar mais, eu tenho que te amar menos. Porque pra morrer de amor por você, eu tive que não morrer. Porque pra ter você por perto um pouco, eu tive que não querer mais ter você por perto pra sempre.E eu soquei meu coração até ele diminuir. Só pra você nunca se assustar com o tamanho. E eu tive que me fantasiar de puta, só pra ter você aqui dentro sem medo. Medo de destruir mais uma vez esse amor tão santo, tão virgem. E eu vou continuar me fantasiando de não amor, só pra você poder me vestir e sair por aí com sua casca de não amor.E eu vou rir quando você me contar das suas meninas, e eu vou continuar dizendo “bonito carro, boa balada, boa idéia, bonita cor, bonito sapato”. E eu vou continuar sendo só daqui pra fora. Porque no nosso contrato, tomamos cuidado em escrever com letras maiúsculas: não existe ninguém aqui dentro.Mas quando, de vez em quando, o seu ninguém colocar ali, meio sem querer, a mão no meu joelho, só para me enganar que você é meu dono. Só para enganar o cara da mesa ao lado que você é meu dono. Eu vou deixar. Vai que um dia você acredita.’

 

Tati Bernardi - O Contrato

terça-feira, 5 de maio de 2009

♪ Só Hoje - Jota Quest .

Tive um dia terrível. Começou ótimo, mas acabou péssimo. Mas tem gente passando por coisa pior. Uma amiga minha perdeu alguém hoje. Eu não sei o quanto ele era importante pra ela, mas perder alguém nunca é fácil. A morte é ridícula. Não há nada de romântico na morte. O pesar é como o oceano. Profundo, sombrio e maior que todos nós. E a dor é como um ladrão no meio da noite. Silenciosa, persistente, injusta. Diminuída pelo tempo, pela fé e pelo o amor. A parte mais difícil em se despedir é ter que fazer isso todos os dias. Todos os dias enfrentamos a mesma verdade. Hoje resolvi postar algo sobre a morte, e o quão ridícula ela é.

 


“Assisti a algumas imagens do velório do Bussunda, quando os colegas do Casseta & Planeta deram seus depoimentos,

parecia que a qualquer instante iria estourar uma piada,estava tudo sério demais, faltava a esculhambação, a zombaria, a desestruturação da cena,

mas nada acontecia ali de risível, era só dor e a perplexidade, que é mesmo o que causa em todos os que ficam.

A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro:

a morte por si só, é uma piada pronta.

A morte é ridículo.

Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário.

Tem planos para semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório...

Colocar gasolina no carro e no meio da tarde...

MORRE.

Como assim?

E os e-mails que você ainda não abriu?

O livro que ficou pela metade?

O telefonema que você prometeu dar a tardinha para um cliente?

Não sei de onde tiraram esta idéia:

MORRER...

A troco de que?

Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviram para nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente.

Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego. Mas não desistiu.

Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de duvidas quanto à profissão escolhida...

Mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...

De uma hora pra outro, tudo isso termina...

Numa colisão na freeway...

Numa artéria entupida...

Num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis...

Qual é?

Morrer é um chiste.

Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida.

Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas...

Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas...

A apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.

Logo você que dizia: das minhas coisas cuido eu.

Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer.

Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manha.

Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito...

Isso é para ser levado a sério?

Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem vindo...

Já não há muito mesmo a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas.

ok, hora de descansar em paz.

Mas antes de viver tudo?

Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas.

Morrer é um exagero.

E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas.

Só que esta não tem graça.

Por isso viva tudo que há para viver.

Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da vida...

Perdoe...

Sempre!!”


(Pedro Bial)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

♪ Learning to Breathe - Switchfoot .

Porque eu amo cada pedaço de você.
Amo cada reencontro.
Cada beijo.
Amo cada sorriso.
Amo cada lágrima.
Cada momento de sinceridade pura.
Cada coisa que te torna diferente em um mundo de iguais.

"Essa é uma maneira que eu digo que eu preciso de você. 
Essa é uma maneira que eu digo que te amo. 
Essa é uma maneira que eu digo que sou tua. 
Esta é a maneira, que eu estou aprendendo a respirar."

(Learning to Breathe - Switchfoot)